Pessoas não terão mais carros em 2025, diz rival do Uber

No futuro próximo, pessoas não comprarão mais carros. Elas utilizarão veículos autônomos de empresas de transporte urbano privado que operam via aplicativo, como o Uber. Quem diz isso é um dos fundadores e atual CEO da rival LyftJohn Zimmer. Para o executivo, dentro de cinco anos as empresas do ramo já terão uma frota de carros que dirigem sozinhos. E dentro de 10 anos, com a comodidade do serviço, as pessoas pagarão uma assinatura e deixarão de comprar carros particulares como os atuais, de dirigir.

Em entrevista à revista Time, Zimmer afirmou que, até 2021, Lyft, Uber e demais concorrentes (como o Cabify) já terão a maioria das corridas feitas com carros autônomos. Segundo o executivo, o banco de dados gerado pelos serviços permitirá prever as principais rotas e pontos de embarque e desembarque dos passageiros. Dessa forma, será possível desenvolver uma rede virtual dentro dos grandes centros, onde os carros estarão conectados e programados para percorrer determinados trajetos, tornando a operação mais confiável.

— Já há corridas hoje feitas com carros autônomos em certas vias e em situações em que há boas condições meteorológicas. Acreditamos que estes carros integrarão uma rede, e nós adotaremos a tecnologia de forma a cobrir mais e mais viagens. Só nos Estados Unidos, as pessoas gastam entre dois e três trilhoes em carros particulares, mas o utilizam em 4% do tempo. Isso não faz sentido algum.

immer também falou sobre a transformação das metrópoles. Enquanto o modelo atual de vida é centralizado no automóvel, uma rede de aluguel de carros autônomos permitirá o redesenho das cidades e um melhor aproveitamento dos espaços públicos. Dessa forma, com o avanço das frotas, o executivo acredita que as empresas passarão a cobrar assinaturas, como ocorre com Netflix e Spotify, o que tende a enfraquecer a ideia de ter um carro, que tem custo anual salgado — hoje em torno de R$ 30 mil (US$ 9 mil) nos EUA.

 

Fonte: R7

Dispositivo nos EUA aponta se o celular foi a causa de acidente

O uso de celulares e smartphones por motoristas já representam riscos de acidente tão grandes quanto o alcoolismo. E se para o último problema já existem os bafômetros, para o primeiro está sendo desenvolvido um aparelho chamado provisoriamente de “textalyzer”.

O dispositivo foi criado pela empresa israelense Cellebrite, a mesma que se uniu ao FBI (polícia federal dos Estados Unidos) para quebrar a criptografia do iPhone. De acordo com uma proposta de legislação em Nova York, a tecnologia seria usada pela polícia para identificar se pessoas envolvidas em acidentes estavam fazendo o uso do celular momentos antes da ocorrência – principalmente as mensagens de texto, que tiram uma das mãos do volante e desviam a atenção do condutor.

Para fazer tal identificação, a pessoa teria que entregar seu celular para ele ser submetido a testes com o “textalyzer”. Algo parecido ao que ocorre quando um motorista bêbado envolvido num acidente de trânsito é chamado a fazer o teste do bafômetro. Para não interferir nos direitos de privacidade, o dispositivo não teria acesso às conversas, contatos, números, fotos e outros dados do smartphone dos motoristas – apenas registraria seu uso instantes antes do acidente. Quando for necessária uma investigação mais aprofundada, exigindo mandado, a tecnologia ainda detalharia se o uso do aparelho foi feito sem as mãos (por comandos de voz).

Se o motorista for pego e se recusar a fazer o teste com o “textalyzer”, ele terá sua habilitação suspensa e seu direito de dirigir revogado. A proposta de lei tem a intenção de conscientizar e punir da mesma forma quem dirige embriagado a quem utiliza o smartphone ao volante. Caso seja aprovada, a nova lei consideraria que houve um “consentimento implícito” (assumindo o risco de causar eventuais acidentes) por parte dos motoristas que dirigirem distraídos por conta do uso de smartphones e similares.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, a cada dia nove pessoas morrem e mais de 1.153 são feridos por causa de acidentes gerados por condução distraída – o que representa 20% dos acidentes deste tipo.

 

Fonte: http://goo.gl/w095YJ