Multas em rodovias estaduais crescem 11,1% em um ano

O número de multas aplicadas nas rodovias estaduais que cortam a região metropolitana de São Paulo cresceu 11,1% nos primeiros quatro meses deste ano na comparação com o mesmo período de 2016. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Estado de São Paulo, entre janeiro e abril deste ano, foram registradas 869,6 mil infrações de trânsito, contra 782,7 mil notificadas em 2016.
As penalidades são registradas por radares e por irregularidades apontadas por policiais militares rodoviários. Na maior parte dos casos, as multas dizem respeito a identificação de velocidade acima da permitida nas rodovias.
A Secretaria Estadual de Logística e Transportes informou que os equipamentos de fiscalização são implantados após a realização de estudos técnicos que apontam onde há ocorrência de excesso de velocidade, por ser o fator que gera maior número de acidentes.”Os radares são implantados para aumentar a segurança dos motoristas e usuários das rodovias“, informou por meio de nota.
As multas por excesso de velocidade possuem valores de cobrança diferentes de acordo com o limite de velocidade excedido e podem variar de R$ 130,16 a R$ 880,41, dependendo do limite ultrapassado.
estrada que registrou maior elevação no número de infrações foi a Ayrton Senna, onde os números mais que dobraram e passaram de 13,5 mil multas em 2016, para 32 mil neste ano. Já nas rodovias Anchieta e Imigrantes, a elevação foi de 15,6% e 7,9%, respectivamente.
Queda
A única rodovia que registrou queda no número de penalidades foi a Bandeirantes. Na pista, foram registradas 128,7 mil infrações no ano passado, contra 113,5 mil neste ano, uma diminuição de 11,8%.
Fonte: Destak Jornal

Novas regras para transporte de produtos perigosos entram em vigor neste mês de julho

Neste mês de julho começam a valer as novas regras para o transporte de produtos perigosos. As normas estão previstas na resolução 5.232/2016 da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). 
Segundo o coordenador substituto de Fiscalização Especial da agência, Andrei Rodrigues, entre as mudanças que se destacam em relação à resolução anterior (420/2004) estão a inclusão de elementos considerados perigosos. “A indústria química criou novos produtos que não constam na resolução mais antiga”, explica Andrei. Ele destaca que o novo texto está de acordo com o Orange Book, que trata das principais recomendações da ONU (Organização das Nações Unidas) para esse tipo de transporte. Andrei ressalta, também, novas exigências sobre embalagens e alterações em nomenclaturas. 
É considerado produto perigoso todo aquele que representa risco à saúde das pessoas, ao meio ambiente ou à segurança pública, seja ele encontrado na natureza ou produzido por qualquer processo. Por isso o deslocamento desse tipo de carga deve atender a regras específicas, fixadas pela ANTT, que se referem a adequação, marcação e rotulagem de embalagens, sinalização das unidades de transporte e documentação.

Principais cuidados

Ao realizar esse tipo de transporte, os condutores devem estar atentos a alguns aspectos, como: condições de pneus, freios e iluminação; existência de vazamento; como a carga está posicionada; e se não está transportando produtos perigosos juntamente com outros para consumo humano ou animal, ou que sejam incompatíveis, com risco de gerar reação química. 

Os veículos também precisam estar adequadamente sinalizados. “Em caso de acidente, cada tipo de produto exige um cuidado diferenciado. A sinalização adequada ajuda na remoção imediata de alguma vítima”, esclarece Andrei.  

Além da resolução 5.232/2016 (que substitui a 420/2004), o transporte de produtos perigosos também está regulamentado pela 3.665/2011, também da ANTT. O descumprimento das exigências acarreta multas, que variam de R$ 400 a R$ 1.000, mas que podem ser cumulativas, de acordo com a infração identificada. 

Capacitação

Motoristas que conduzem caminhões utilizados no transporte de cargas perigosas necessitam de uma capacitação específica. O SEST SENAT é uma instituição autorizada para a formação desses transportadores. São oferecidos os cursos Especializado para Condutores de Veículos de Transportes Perigosos, com carga horária de 50 horas, e Atualização para Condutores de Veículos de Transportes Perigosos, de 16 horas. 

Fonte: Confederação Nacional de Transporte