Carros terão cada vez mais alumínio para cumprir exigências ambientais

A quantidade de alumínio leve e reciclável em carros europeus subirá para 180 quilos em média até 2020 conforme montadoras buscam cortar emissões de carbono, disse um membro sênior da indústria de metais.

As metas globais de frear emissões de gases causadores do efeito estufa estão motivando a aderência ao alumínio em vez de outros metais mais pesados como o aço.

Espera-se que o uso de alumínio suba para 180 quilos por carro, em média, ante 140 quilos em 2012.

O crescimento de longo prazo deve vir de chapas laminadas e outros componentes extrudados, disse Gerd Gotz, diretor geral do órgão industrial European Aluminium, citando um novo estudo que confirma previsões feitas em 2012.

“Esse será o novo motor de crescimento na indústria que processa alumínio”, disse Gotz à Reuters em evento do setor em Cidade do Cabo.

Sob as metas obrigatórias da Comissão Europeia de 2015, fabricantes devem garantir que os carros que produzem não emitam mais de 130 gramas de gás carbônico por quilômetro, em média. Até 2021, a média deve cair a 95 gramas, com os limites de emissões baseados no peso dos carros.

Fonte: http://goo.gl/5u66cW

Contra a falta de autonomia dos carros elétricos, ruas elétricas

LONDRES – Na corrida para a construção de carros sem motoristas, o melhor é manter os olhos na estrada. Uma equipe formada por pai e filha criou o projeto Tracked Electric Vehicle, organização com sede na Escócia, no qual os carros movidos a bateria são recarregados enquanto trafegam por meio de uma faixa de metal embutida nas rodovias. O sistema é projetado para combater a preocupação dos consumidores em relação à autonomia. Eles temem que o carro elétrico possa ficar sem bateria antes de encontrar um lugar de recarga.

O programa chamou a atenção de construtoras do setor de infraestrutura como a ArcelorMittal, a OHL Group e a Heintzmann, que obtêm receitas com grandes obras públicas e entregaram ao projeto TEV o prêmio de melhor invenção do setor. Para o fundador do projeto, Will Jones, o sistema tem o potencial de manter os carros elétricos sem motorista na rua o tempo todo.

— É algo mágico — disse Jones, de 75 anos, dono de dezenas de patentes relacionadas à energia e também cofundador da fabricante de sistemas de baterias Philadelphia Scientific. — Se você alcança o contato direto, a densidade energética para carros movidos a baterias elétricas vai do inadequado ao infinito.

Seu TEV Project planeja construir sua primeira estrada de testes até o ano que vem a um custo estimado de US$ 1,2 milhão a US$ 1,8 milhão por milha, preço menor que o de uma rodovia tradicional. As empresas de infraestrutura estão observando o projeto com interesse.

— Como regra geral, as rodovias normais custam cerca de 30 vezes mais que o TEV Project — disse José Papi, presidente do conselho da Smart Transportation Alliance, a associação de empresas de infraestrutura que escolheu o TEV como melhor inovação. Seus custos por milha “são muito menores que o de qualquer outra ideia que já tenhamos visto”.

A TEV é uma organização sem fins lucrativos voltada a ajudar governos e empresas privadas a colaborarem entre si. Equipar todos os 264 mil quilômetros de rodovias federais dos EUA com a tecnologia poderia chegar a custar US$ 295 bilhões.

As rodovias do TEV Project teriam uma faixa de metal eletrificada embutida no meio da rodovia que forneceria uma fonte constante de energia ao veículo. Assim como os bondes e os trens do metrô nas cidades de hoje, os carros que trafegam em uma rodovia TEV poderiam ser recarregados enquanto trafegam. Jones descreve o conceito como uma fusão entre as ferrovias do século 19 e as rodovias do século XX para sustentar uma nova rede de transporte à base de energia limpa.

Há 1 bilhão de carros nas estradas do mundo atualmente e apenas 0,1% delas contam com tomadas de energia. As vendas de veículos elétricos aumentaram 60% no ano passado e crescerão outros 46% neste ano, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance, e a frota dos EUA é formada por 460 mil veículos do tipo. A quantidade é bastante menor que a massa crítica necessária para conseguir apoio federal para a infraestrutura.

A Administração Federal de Rodovias dos EUA pediu cerca de US$ 49 bilhões no ano passado para cuidar do sistema rodoviário usado por um total estimado de 258 milhões de carros movidos a gasolina do país.

— A implementação de uma estrutura como a do TEV Project seria um significativo desafio de custo. Pode haver dificuldades também para conseguir que as fabricantes de automóveis colaborem entre si em termos de padrões para a conexão entre o veículo e a estrada que eles estão propondo — disse Colin McKerracher, chefe de análise de transporte avançado da BNEF.

Até o momento, a maior parte da pesquisa foi direcionada ao aumento da capacidade das baterias para ampliar a autonomia. Fabricantes como Tesla Motors e General Motor estão desenvolvendo baterias melhores para cobrir distâncias maiores.

Contudo, nem mesmo as melhores baterias podem funcionar sem as estações de recarga. Havia um total combinado de 160 mil estações públicas de recarga nos oito maiores mercados para carros elétricos do mundo, segundo os dados mais recentes. A infraestrutura de transporte ainda está tão orientada à gasolina que até mesmo o estado da Califórnia, nos EUA, tem mais de três postos de gasolina para cada estação de recarga elétrica.

— A infraestrutura de recarga é um obstáculo ao crescimento do mercado de veículos elétricos — disse McKerracher, que também pontuou que o alto custo dos carros elétricos continua sendo o principal impedimento.

O TEV está procurando desenvolver seu conceito na Universidade de Newcastle, no Norte da Inglaterra, onde ainda discute o financiamento para os próximos dois anos. Sua subvenção seria parcialmente financiada pela Innovate U.K., uma agência do governo.

 

Fonte: http://goo.gl/mziISK

Dispositivo nos EUA aponta se o celular foi a causa de acidente

O uso de celulares e smartphones por motoristas já representam riscos de acidente tão grandes quanto o alcoolismo. E se para o último problema já existem os bafômetros, para o primeiro está sendo desenvolvido um aparelho chamado provisoriamente de “textalyzer”.

O dispositivo foi criado pela empresa israelense Cellebrite, a mesma que se uniu ao FBI (polícia federal dos Estados Unidos) para quebrar a criptografia do iPhone. De acordo com uma proposta de legislação em Nova York, a tecnologia seria usada pela polícia para identificar se pessoas envolvidas em acidentes estavam fazendo o uso do celular momentos antes da ocorrência – principalmente as mensagens de texto, que tiram uma das mãos do volante e desviam a atenção do condutor.

Para fazer tal identificação, a pessoa teria que entregar seu celular para ele ser submetido a testes com o “textalyzer”. Algo parecido ao que ocorre quando um motorista bêbado envolvido num acidente de trânsito é chamado a fazer o teste do bafômetro. Para não interferir nos direitos de privacidade, o dispositivo não teria acesso às conversas, contatos, números, fotos e outros dados do smartphone dos motoristas – apenas registraria seu uso instantes antes do acidente. Quando for necessária uma investigação mais aprofundada, exigindo mandado, a tecnologia ainda detalharia se o uso do aparelho foi feito sem as mãos (por comandos de voz).

Se o motorista for pego e se recusar a fazer o teste com o “textalyzer”, ele terá sua habilitação suspensa e seu direito de dirigir revogado. A proposta de lei tem a intenção de conscientizar e punir da mesma forma quem dirige embriagado a quem utiliza o smartphone ao volante. Caso seja aprovada, a nova lei consideraria que houve um “consentimento implícito” (assumindo o risco de causar eventuais acidentes) por parte dos motoristas que dirigirem distraídos por conta do uso de smartphones e similares.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, a cada dia nove pessoas morrem e mais de 1.153 são feridos por causa de acidentes gerados por condução distraída – o que representa 20% dos acidentes deste tipo.

 

Fonte: http://goo.gl/w095YJ