Obama deve lançar programa de apoio a carros sem motorista nos EUA

A administração Obama possui planos para acelerar o desenvolvimento de carros autônomos. 

 
Mark Rosekind, chefe da Administração Nacional de Segurança nas Rodovias dos EUA, disse a repórteres que o secretário de transportes do país anunciaria esforços em carros sem motorista em Detroit, nessa quinta-feira (14)  
 
Não há leis federais que regulem carros autônomos nas estradas norte-americanas. Estados como a Califórnia e Texas contam com projetos de leis sobre como tais veículos podem ser testados em suas rodovias. 
 
As regras da Califórnia exigem que um motorista humano esteja atrás do volante em um carro autônomo.  O Google já havia declarado que seu carro sem motorista dirigiu mais de 1,6 bilhão de km em rodovias públicas e está atualmente nas ruas de Mountain View, Califórnia e Austin, Texas. 
 
A maioria das montadoras de carros anunciaram seus próprios planos para automóveis semi ou integramente autônomos. Muitas abriram centros de pesquisa e desenvolvimento no Vale do Silício para desenvolver software necessário para a tecnologia. 
 
O Wall Street Journal e outras fontes reportaram também os planos da Apple em entregar seu próprio carro em 2019, e que a companhia tem contratado veteranos da indústria automotiva para um projeto secreto, apelidado de Titan. 
 
Fabricantes de automóveis e empresas de tecnologia têm pedido a reguladores federais para esclarecer as diretrizes de carros sem motorista. Por exemplo, especialistas jurídicos ainda estão incertos sobre quem seria responsável no caso de um acidente – o proprietário do veículo, o fabricante ou o fornecedor de serviço do sistema GPS. 
 
De acordo com a Reuters, um porta-voz do Google disse que a companhia participará no anúncio de hoje.
 
Fonte: http://goo.gl/nHapbW

Indústria automotiva lidera importações

Mesmo com o tombo severo das vendas domésticas e produção em 2015, a indústria automotiva continua a ser um dos setores quelidera as importações feitas pelo País, considerando veículos acabados e componentes para sua fabricação. Houve quedas expressivas nos valores em dólares tanto das compras como das vendas externas, o que é explicado pela retração da economia e também pela desvalorização do real, que teve efeito duplo: incentivou as empresas a importar menos, mas ao mesmo tempo reduziu o valor em dólares das exportações. 

De acordo com os dados de 2015 divulgados este mês pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento (MDIC), as compras dos principais produtos trazidos do exterior pela indústria automotiva somaram US$ 15,3 bilhões, contra exportações no mesmo período de US$ 12,8 bilhões, registrando assim déficit anual setorial de US$ 2,5 bilhões. Esses números são parciais, tendo em vista que a Secex só especifica os 100 itens mais importados e os 100 mais exportados por ordem decrescente de valor. 

Quando a conta é feita com as 250 empresas que mais importaram e exportaram durante 2015, considerando só as indústrias dedicadas ao setor automotivo, as importações aumentam para US$ 18,8 bilhões, valor que representa 11% do total de compras externas do País no ano. As exportações dessas empresas totalizaram US$ 13,1 bilhões, representando porcentual bem menor, de 7% de tudo que o Brasil vendeu a outros países. O balanço perfaz déficit setorial de US$ 5,7 bilhões. 

Os fabricantes de veículos leves e pesados, por larga margem, são os maiores importadores do setor: 17 montadoras, que figuram na lista das 250 empresas que mais importam, compraram juntas no ano passado US$ 13,8 bilhões em carros prontos e componentes. Na mão contrária, constam 13 fabricantes na lista de exportações, que soma US$ 8,8 bilhões, o que configura déficit comercial de US$ 2,8 bilhões. 

TOYOTA LIDERA IMPORTAÇÕES

A maior importadora do setor, pelo segundo ano consecutivo, foi a Toyota, que comprou US$ 1,9 bilhão. Mesmo com a queda de 26,2% no valor importado na comparação com 2014, a montadora continuou na quinta posição na lista das empresas que mais importaram em 2015. A diferença para as exportações é abissal: a Toyota figura apenas na 36ª colocação na tabela geral e foi a quarta fabricante de veículos que mais exportou no ano, com vendas externas de US$ 919 milhões, que cresceram 2,5%, mas não o suficiente para evitar o expressivo déficit de US$ 1 bilhão, o maior da indústria automotiva. 

Entre as 17 fabricantes de veículos na lista das maiores importadoras do País, só uma registrou aumento das importações, a Fiat Chrysler Automobiles (FCA), provavelmente pelo maior volume de compras externas gerados pelo Polo Automotivo Jeep, inaugurado em 2015 em Pernambuco. O valor importado chegou a US$ 1,53 bilhão, em crescimento de 18,6% sobre o ano anterior, foi o terceiro maior do setor, atrás de Toyota e Ford. Contudo, a FCA também foi a terceira maior exportadora, com vendas de US$ 1 bilhão, atrás somente de Volkswagen e Ford. Ainda assim, não foi suficiente para compensar a alta das importações e a FCA registrou déficit comercial de US$ 528 milhões, o segundo maior, só perdendo para a Toyota. 

Fabricando produtos mais globalizados, a Ford ficou em segundo lugar tanto em importações (US$ 1,56 bilhão, em queda de 33,8%) como em exportações (US$ 1 bilhão, baixa de 10,5%). Mas não fugiu do saldo negativo de US$ 509 milhões, o terceiro maior do setor. 

A Volkswagen continuou a ser a maior exportadora do setor automotivo brasileiro em 2015, mas ainda assim aparece apenas na 25ª posição na lista das empresas que mais exportaram no ano. A montadora vendeu o total de US$ 1,3 bilhão, valor que cresceu 12,2% sobre 2014, mas ainda assim seu saldo comercial ficou negativo em US$ 203 milhões, pois suas importações somaram US$ 1,5 bilhão. A VW foi a quarta maior importadora do setor. 

A General Motors foi a única montadora que conseguiu aumentar suas exportações em nível parecido com o da Volkswagen. As vendas externas cresceram 11%, para US$ 901 milhões, fazendo da GM a quinta maior exportadora entre as montadoras, mas o valor não foi suficiente para compensar as importações de US$ 1,14 bilhão, que mesmo em queda de 16,7% sobre 2014, contabilizaram déficit US$ 244 milhões. Alguns fabricantes de caminhões e ônibus registraram os melhores resultados da balança comercial do setor automotivo. Dos 13 fabricantes de veículos que figuram na lista dos maiores exportadores de 2015, apenas dois, Scania e Volvo, registraram saldo positivo em suas contas de comércio exterior. O maior superávit foi da Scania, de US$ 367 milhões, considerando exportações de US$ 756 milhões, que mesmo em baixa de 7,2% sobre 2014 superaram as importações de US$ 389 milhões, reduzidas em 45,6% na comparação com o ano anterior. 

A Volvo obteve saldo positivo de US$ 104 milhões com exportações de US$ 522 milhões, em leve alta de 0,27%, e importações de US$ 418 milhões, em baixa de 50,2%. 

A Iveco registrou o maior crescimento porcentual de exportações, com alta de 25,3%, mas sobre base de comparação muito baixa. Ainda assim a fabricante contabilizou déficit comercial de US$ 69 milhões, fruto de exportações de US$ 189 milhões e importações de US$ 258 milhões, com forte retração de 48,3% sobre 2014. 

 

Fonte: http://goo.gl/xtp63y

Por que os hatches médios estão sumindo do mercado?

Ford Focus e VW Golf são dois dos carros mais vendidos ao redor do mundo, e dois projetos modernos e elogiados que o brasileiro pode ter orguho de dizer que são praticamente idênticos aos vendidos lá fora. Porém, eles pertencem a uma categoria que hoje representam uma parcela ínfima do mercado.

Os chamados hatches médios já foram a principal alternativa para o consumidor que procurava modelos com pegada mais dinâmica e jovial, sem dispensar o conforto e sofisticação dos sedãs. Em 2010, o segmento respondia por 6,9% do mercado – percentual próximo ao da participação dos SUVS na época, com 7,6%.

A partir daí o cenário melhorou muito para os SUVS, que hoje respondem por impressionantes 14,82% das vendas. Enquanto isso, a participação dos hatches médios no mercado caiu para apenas 2,9%. As vendas, que em 2010 atingiram 157.390 unidades, em 2015 foram de apenas 54.637 unidades somando-se todos os modelos – no mesmo período, os SUVs venderam mais de 306 mil exemplares.

 
HATCHES MÉDIOS NO MERCADO BRASILEIRO
Ano Participação Unidades emplacadas
2010 6,9% 157 390
2011 6,7% 148 759
2012 5,3% 125 961
2013 4,6% 117 468
2014 3,5% 90 428
2015 2,9% 54 637

“O segmento de SUV começou a ganhar muita força com a chegada de modelos mais baratos como Ford EcoSport e Renault Duster, que acabaram caindo no gosto desse consumidor mais exigente que comprava hatch médio”, diz o consultor automotivo, Paulo Garbossa. A tendência foi reforçada em 2015 com a chegada dos dois atuais líderes do segmento, o Jeep Renegade e o Honda HR-V, que coincidentemente ocupam a mesma faixa de preço de Golf e Focus, entre R$ 70.000 e R$ 100.000.

Além disso, essa categoria teve como últimos grandes lançamentos o novo Golf e o novo Focus, em setembro de 2013. Outros modelos do segmento, como Fiat Bravo (2010) e Chevrolet Cruze (2011), são ainda mais antigos, enquanto o Peugeot 308 (2012) sofreu apenas uma reestilização no final de 2015. Sucesso no passado, o Hyundai i30 chegou a vender mais de 35 mil unidades em 2010, mas mudou de geração, subiu de preço e sumiu da vista do consumidor. “O fato de não ter lançamentos recentes na categoria também contribuiu para a diminuição das vendas”, afirma Garbossa.

HATCHES MÉDIOS MAIS VENDIDOS DE 2015
1 – Ford Focus 12 910
2 – VW Golf 10 063
3 – Chevrolet Cruze Sport 6 9 117
4 – Peugeot 308 3 276
5 – Fiat Bravo 2 795

Para se ter uma idéia, o Focus (líder da categoria) ocupa apenas na 42ª colocação em nossa lista dos 50 carros mais vendidos no Brasil em 2015. Os outros (Golf, Cruze, 308 e i30) nem aparecem no ranking. Enquanto isso, SUVs como Renegade, HR-V, EcoSport e Duster brigam palmo a palmo com modelos bem mais populares, como Fit, Etios, Fiesta e Voyage.

No mercado consumidor, há a percepção de que o público trocou as qualidades de condução dos hatches médios pela maior altura e (aparente) maior robustez dos SUVs, algo que faz ainda mais sentido quando levamos em contas as péssimas condições de pavimentação das vias brasileiras. Nos próximos meses, o segmento pode ter um leve reforço com as chegadas danova geração do Cruze hatch e do Golf nacional. A médio prazo, porém, não há sinal de que o sucesso dos hatches médios no passado vá se repetir.

 

Fonte: http://goo.gl/LpTrKu