Veja dicas para pegar a estrada com os pneus em dia

O verão se aproxima e, com ele, boa parte das pessoas decide aproveitar os finais de semana para viajar em busca de sossego, seja na praia ou no sítio. Se você tem esse hábito, fique atento ao que é importante verificar nos pneus do automóvel para ter segurança total na hora de viajar.

Dentre os itens que precisam ser revisados, os pneus estão entre os mais importantes. Trafegar com pneus “carecas” (lisos, sem as ranhuras), por exemplo, é extremamente perigoso e imprudente, além de ser uma infração de trânsito. O assunto é sério e merece atenção.

Para saber se tudo está em dia, confira trechos da entrevista do consultor técnico da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) Giovanni Carlo Rossi.

1) Que cuidados o motorista deve ter com os pneus antes de pegar a estrada?
Em primeiro lugar, o motorista deve verificar o desgaste do pneu. Para fazer isso, é simples, é só checar se o pneu atingiu ou superou o limite de 1,6mm de profundidade dos sulcos e, se isso ocorrer, a troca deve ser providenciada antes da viagem.

O motorista também não deve esquecer do estepe. Ele tem que estar em boas condições e pronto para o uso no caso de necessidade de troca. Vale lembrar, embora a maioria dos motoristas saibam disso, que é importante calibrar os pneus levando em consideração o peso que se está levando. Um carro carregado de malas e com quatro passageiros, por exemplo, pode exigir uma calibragem maior do que um automóvel sem bagagem e apenas com o motorista.

2) Como é este indicador da marca de 1,6 mm que indica quando o pneu deve ser trocado?
Para ajudar os motoristas a saber quando está na hora de trocar o pneu, existe um indicador na banda de rodagem. Tecnicamente, ele é chamado de Tread Wear Indicator (TWI). É uma saliência de borracha com altura de 1.6mm que é colocada dentro do sulco do pneu. Quando o desgaste do pneu atinge esse indicador, significa que já está no limite de segurança e é hora de trocá-lo.

3) Qual a calibragem ideal?
Os pneus devem ser calibrados semanalmente de acordo com a indicação do manual do fabricante. É importante levar em consideração também o peso que se está levando no veículo.

4) Como sei qual o pneu mais adequado para o meu carro?
Diferentes carros, portanto, necessitam de pneus de concepções absolutamente diferentes e coerentes com as exigências de cada um. Para saber o pneu adequado para um carro, o proprietário deve consultar o manual do veículo

5) Qual a durabilidade para utilização dos pneus?
A duração dos pneus depende de uma série de fatores como a carga sobre o pneu, da pressão do pneu, da maneira de dirigir do motorista, da velocidade, da regularidade de marcha, das condições mecânicas do veículo, da concentração de tráfego e ainda outros fatores como clima e temperatura ambiente.

Como não é possível determinar uma quilometragem específica para a troca de pneus, é muito importante que o motorista fique atento para o limite de segurança de desgaste que é de 1.6 mm de profundidade dos sulcos.

6) Quando o motorista deve realizar o balanceamento e alinhamento dos pneus?
O balanceamento das rodas + pneus ou alinhamento do veículo deve ser realizado a cada 10.000 kms rodados, quando surgirem vibrações, na troca ou no conserto do pneu, quando o veículo sofrer impactos na suspensão, quando apresentar desgastes irregulares, quando forem substituídos componentes da suspensão ou quando o veículo estiver puxando para um lado.

Fonte: http://migre.me/ontZU

Comparativo dos 1.0 completos

Ar, direção, vidros elétricos e quatro portas são cada vez mais comuns nos 1.0. O Ka vem com tudo isso, mas não está sozinho. Veja o que ele tem pela frente:

O Ka nasceu como um carro descolado, só que as vendas nunca decolaram como a Ford queria. Mas as coisas mudaram e ele ganhou um recomeço. Cresceu, ganhou mais portas, recebeu design moderno e vários itens de série e substituiu o velho Fiesta Rocam. De quebra, ganhou um monte de concorrentes. Ele enfrentará uma artilharia pesada, que inclui os mais vendidos do país, caso do líder Gol, do vice Palio e do terceiro lugar Uno. Está difícil a vida dele? Não terminamos. Nossa seleção de veículos 1.0 razoavelmente equipados inclui ainda o compacto Up! e o grandalhão Sandero, além de Onix, March e HB20. Neste comparativo, analisamos os nove carros em quatro quesitos: equipamentos, desempenho, dimensões e custos (o que inclui não só preço de aquisição, mas também seguro, peças e revisões). Entre eles, não há um único vencedor, porque os compradores têm necessidades diferentes. Um ganha de lavada no espaço, outro se destaca em preços. E há o comprador que privilegia algum equipamento específico. Veja se o Ka é seu número. Se não for, experimente os outros.

Equipamentos

De um lado, compradores querem carro completo, se possível sem pagar muito por isso. Do outro, as montadoras procuram oferecer equipamentos para atrair o público, desde que o preço não suba muito nem a margem de lucro seja afetada. A equação é difícil e vira uma disputa entre fabricante e comprador. A má notícia é que, na faixa de preço onde atuará o Ka SE (1.0 de quatro portas com ar- condicionado, direção assistida, travas e vidros elétricos), nenhum carro vem totalmente equipado. Sempre trazem algo legal, mas, se você olhar com cuidado, verá que falta algo essencial. A boa notícia é que, se você perceber que está perdendo terreno nesse cabo de guerra com alguma marca, basta soltar a corda e partir para a concorrente. Opções não faltam. Para estabelecer os mais bem equipados, selecionamos 17 itens que julgamos desejáveis nessa categoria. Além dos obrigatórios (airbag duplo e ABS) e dos citados acima (ar, direção, vidros e travas), escolhemos outros que às vezes podem até definir a compra, dependendo da necessidade de cada um. Nessa lista há coisas como ajuste de altura para bancos, cintos e coluna de direção, abertura elétrica para porta-malas, trio elétrico, computador de bordo, som, Bluetooth etc. 

De forma geral, Sandero, Ka e March formam o trio de destaque, com uma pequena vantagem para o novato da Ford. Na versão SE, ele vem com som e Bluetooth, chave dobrável (canivete), direção e cintos ajustáveis em altura, além de abertura elétrica do porta-malas, vidros e travas. Sentimos falta de regulagem para o banco do motorista e retrovisores elétricos, importantes num modelo que – segundo a própria Ford – em muitos casos será o único carro da família, e portanto terá uso compartilhado. 

Sandero e March também tratam razoavelmente bem seus ocupantes. O Nissan, na versão S, vem com um raro ajuste elétrico para os espelhos. Os dois oferecem regulagem de altura do banco – aquele mesmo que a Ford nega ao Ka. Além disso, só o March tem vidros elétricos nas portas de trás… mas não vem com rádio, como o Ford. Viu como você tem de ir devagar com o entusiasmo? O Sandero, desde seu lançamento, apoiou-se muito bem no tripé espaço, equipamentos e preço atraente. O novo modelo não foge à tradição: vem com computador de bordo, som e Bluetooth. 

Além desse trio, nosso levantamento mostra que Hyundai HB20, Chevrolet Onix e os modelos da Fiat (Uno e Palio) e Volks (Up! e Gol) têm de praticar um pouco mais a generosidade. Nas versões avaliadas, eles vêm só com o mínimo necessário. No Onix, optamos pela versão LS, porque a LT custa R$ 39 096, bem mais cara que os rivais. Os próprios concessionários dizem que a preferência pelo Onix 1.0 é o LS. A versão LT faz mais sentido com o motor 1.4. 

Melhores:
1º Ford Ka
2º Renault Sandero
3º Nissan March

Piores:
7º VW Up!
8º Fiat Uno
9º Chevrolet Onix

Custos

March, Uno e Up! são os mais baratos. Mas o preço apenas não deve definir a compra. Quando se fala em dinheiro, há mais envolvidos. Como proximidade de renovação: pagar barato por um carro prestes a receber mudanças (ainda que não sejam profundas) pode não ser bom negócio. Mas pagar pouco num projeto novo é outra história. Visto por essa ótica, o Up! leva vantagem: é novo e tem preço competitivo. O Uno mudará um pouco este ano, portanto perde pontos. O March acaba de mudar e ganhar cidadania brasileira, mas deve ter alteração mecânica (motor) em breve. Na manutenção, o Up! tem o seguro mais barato (R$ 1 083), quase a metade do Gol (R$ 1 953), o mais caro nesse quesito. Além disso, as revisões do Up! ao longo de 60 000 km (R$ 2247) são bem atrantes: perde só para Gol (R$ 2162) e HB20 (R$ 1 782). O Hyundai, alias, é o único com as seis revisões (até 60 000 km) abaixo de R$ 2 000. Mas tem o segundo seguro mais caro (R$ 1 916). Já o custo da cesta de peças do Up! é alto (R$ 3 581) – tudo nele é caro. Mas é uma despesa que só vem a longo prazo (amortecedores) ou em caso de colisão (faróis). Das revisões e do seguro, não há como escapar. O Ka tem bom preço, ao contrário das suas revisões, que são caras. Além disso, o seguro não está tão baixo como costuma ser nos Ford (que criou um seguro especial para o Ka no ato da compra). Nesse quesito, o Sandero não se destacou nem para o bem, nem para o mal.

Melhores: 
1º VW Up!
2º Nissan March
3º Fiat Uno

Piores:
7º Fiat Palio
8º Chevrolet Onix
9º VW Gol

Dimensões

Espaço para você é essencial? Família numerosa em quantidade e “volume”? Se a resposta for sim,
economize tempo e vá a uma concessionária Renault. O Sandero é o que você busca. O porta-
malas comporta 320 litros, número imbatível na categoria, e as pessoas não se apertam nem na frente nem atrás. O teto é alto e o carro é largo. Assim, a disputa ombro a ombro é desnecessária. Em termos de porta-malas, vem depois o HB20 (300 litros). Esses 20 litros a menos equivalem a uma mala pequena. Depois dos dois, os demais são todos da categoria sub-300 e ficam embolados. O Palio tem 290; Gol e Up! (quem diria?), 285 litros; Onix e Uno, 280 litros. Praticamente, esses cinco podem dar as mãos num empate técnico. O Up! consegue boa capacidade graças ao projeto moderno, com frente curta e rodas nas extremidades da carroceria. Com isso, embora o modelo não seja longo (360 cm), o aproveitamento de espaço é bom, e a área para carga não foi muito sacrificada. O que não se aplica à área para ombros, porque ele é um pouco estreito. Esse é o caso, também, do March, um inimigo natural de ombros largos e malas grandes: são 265 litros. Fechando a fila, aparece o Ka, um hatch que sempre teve bagageiro tão pequeno que merecia ser chamado de “porta-mala”, assim mesmo, no singular. Comparado ao grandão Sandero, são 63 litros de déficit no Ford, o equivalente a uma mala média.

Melhores: 
1º Renault Sandero
2º Hyundai HB20
3º Fiat Palio

Piores:
7º Fiat Uno
8º Nissan March
9º Ford Ka

Desempenho

Automóvel 1.0 não veio ao mundo para alegrar o dia de quem gosta de acelerar. Mas alguns até que agradam. E não estamos falando só da aceleração de 0 a 100 km/h. Não é isso que importa, mas sim como o motor responde em condições normais, em baixas e médias rotações. Números obtidos em testes, com o pé embaixo, são uma referência importante, mas nem sempre retratam fielmente o comportamento de veículos de baixa cilindrada no dia a dia. 

Motores 1.0 de três cilindros são tendência recente. O Ka entra para o clube de Up! e HB20 (além de Fox e Picanto, que ficaram de fora deste teste por estarem acima do limite de R$ 37 000). Todos agradam e estão entre os melhores da categoria. O Ka é o mais potente, graças aos comandos duplos variáveis, e mostrou bom comportamento geral. O Up! Às vezes nem parece 1.0, de tão espevitado. Alia motor avançado ao câmbio de ótimos engates. O único senão é que rende bem acima de 3 000 rpm – abaixo, o desempenho é fraco. Com o pé na tábua, ele foi o melhor tanto nas acelerações como nas retomadas (40 a 80 km/h). Anda tão bem que não para nem no posto: também foi o mais econômico de todos.

Além dos três-cilindros, a categoria ainda tem boas opções, caso do March, que surpreende pela agilidade em qualquer rotação. Não é o mais potente: são 16 válvulas e 74 cv, abaixo dos vencedores Ka (85/80 cv) e Up! (82/75 cv), mas ele anda colado ao Up!. Perde para o VW em consumo (importante na categoria), responde melhor em baixo giro e, por ter quatro cilindros, não tem a vibração do rival. Resumindo: o Up! é um pouco melhor de aceleração e retomada, mas um pouco pior em baixa rotação, o que pode exigir mais reduções de marcha, para não perder desempenho. E ele é imbatível no consumo.

Melhores: 
1º Nissan March
2º VW Up!
3º Ford Ka

Piores:
7º Fiat Uno
8º Renault Sandero
9º Fiat Palio


PENSE TAMBÉM NUM…

Toyota Etios e Peugeot 207 ficaram de fora da festa dos 1.0 porque têm motor maior (1.3 no japonês e 1.4 no francês). Mas merecem ser levados em conta, porque preenchem os requisitos básicos (quatro portas, ar-condicionado, direção assistida, travas e vidros elétricos), oferecem desempenho superior e ainda conseguem brigar em preço com os 1.0. O Etios X custa R$ 37 960 e vem com aerofólio traseiro e porta-luvas climatizado. Mas não tem som, o banco não sobe e o cinto não desce. O Peugeot 207 custa ainda menos – R$ 36 490 -, traz nosso pacote de equipamentos e ainda limpador traseiro indexado à marcha à ré. Som, só o do motor.


VEREDICTO
Poucos segmentos são tão parelhos como o dos 1.0. Qual o melhor? Depende. Quem precisa de agilidade deve evitar Sandero e Palio, por exemplo, e partir para Up! e March, os mais ágeis dessa turma. Quem quer porta-malas amplo deve fugir do Ka e procurar o Sandero. Preço? O Up! é uma boa. E por aí vai. As opções de veículos 1.0 são tantas que permitem
praticamente a escolha do carro sob medida. É só experimentar.

Por Por Hairton Ponciano Voz e Péricles Malheiros

Fonte: http://migre.me/ontTB